Meu primo Gabriel, a vítima o novato
No dia 10 a tarde, marquei com meu primo Gabriel pra vivenciar um pouco do Parkour e concerteza vale a pena relembrar como foi essa interessante “primeira aproximação”. Chegando lá no Parque Costa Azul, começamos com um alongamento e um aquecimento e enquanto o começamos a preparar o corpo para as atividades, fomos conversando um pouco mais obre o Parkour (história, principios, os praticantes...). Antes de encontrar com ele, já tinha montado o plano de acabar com a raça dele “plano de aula”; conhecendo ele antes (seu condicionamento físico e o conhecimento que tem do Parkour) e o local, já sabia mais ou menos como proceder. Depois do corpo devidamente preparado, começamos a experimentar uns Valts, lembrando pra que usasse as mãos e a atenção pra amortecer usando as articulações das pernas (joelhos e tornozelos). Depois que ele internalizou o que passei, partimos para as Precisões, apesar dele ter uma boa impulsão, pareceu estar mais preocupado com chegar ao outro lado, impulsionando o corpo pra frente, do que subir e chegar com mais precisão e segurança ao outro lado, mas depois de várias tentativas foi entendendo mais ou menos como fazer, claro que só com o decorrer do tempo e da prática é que vai fazer a Precisão com mais qualidade.
Depois de tanto “pular”, paramos um pouquinho pra retomar o fôlego e tomar uma água. Em seguida, partimos pra um tutorial de Cat e Climb, claro que ele rapidamente entendeu e conseguiu executar o movimento, porém, não com muita técnica e sim usando muito mais a força. O que fez com que sentisse muito mais cansaço do que o normal. Escolhi o anfiteatro pra realizar o movimento e lá estava uma galera subindo uma parede, o que normalmente chama muita atenção das pessoas, e com ele não poderia ser diferente, então lembrei que ele tem boa impulsão e já sabia climbar, por isso me perguntei: Por que não ensinar a ele isso também? Comecei a explicar como executar o movimento, enquanto isso, a galera continuava a subir a parede cada vez mais rápido e com mais facilidade, o que aumentava ainda mais a expectativa da realização do movimento por parte dele, que já não conseguia mais segurar a ansiedade. Depois de explicar e testar chega a hora de executar, 1º tentaiva e quase (sinseramnte não conseguiu porque não quis) ; 2º tentaiva e olha só, conseguiu fazer o Cat mas desceu porque bateu o joelho na parede (e olha que doeu, ouvi a zuada de longe, kkkkk...); 3º tentativa e enfim realizou o movimento por completo, a cara de alegria em ter conseguido foi nítida; 4º tentativa e mais uma vez realizou o movimento, então de longe o segurança do parque pediu que ele não subisse e além disso, percebi que dessa vez a cara de alegria dava lugar a cara de “sou foda”. É, realmente aqui já deu, vamos pra outro lugar. Falei.
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| Galera tentando subir o paredão |
Pausa rápida para água e no caminho, uma galerinha tentando subir um paredão de mais ou menos 5 metros, ele logo se propoz a tentar. Mais explicações de como executar (também falei que de todo o tempo que pratico Parkour, só consegui subir 2 vezes com muita dificuldade e depois nunca mais consegui) e lá vai ele, só que dessa vez não foi tão fácil assim, depois de várias tentativas (várias mesmo) percebi a cara de cansaço e chamei pra subir um pouco. Lá em cima treinamos mais uns Valts e uma Precisão que exigisse um pouco mais de técnica. Também conversamos muito com outros praticantes, fazendo que ele se sentisse bem em conhecer outras pessoas e trocassem experiências, mostrei nesse momento a quantidade de pessoas que participavam do EBAPK, principalmente as pessoas de outros estados do Brasil. Ao ver outra parede, perguntou se podia tentar subir e na hora disse: Vai lá, tenta que você consegue! Ele consegue, mas quando desce, me diz que cortou a mão no azulejo, nesse momento fiquei preocupado, quando olhei direito vi que era só superficial mesmo. Depois de mais uma pausa pra água, chamei ele pra experimentar um pouco das barras. Não poderia demonstrar por causa do calo aberto na mão esquerda (aliás, único movimento que não conseguia fazer), ainda bem que tinha uma galera lá pra eu explorar me ajudar a demosntrar. Sinceramente foi muito engraçado ver meu primo tentando executar o movimento e não consegui, mais engraçado ainda, foi ver a cara dele ao ver uma pessoa aparentemente mais fraca fazer o movimento com tanta facilidade. Ainda assim aquele sacana conseguiu fazer o movimento umas 3 vezes (não o movimento correto, mas o fez pedalando e com um esforço absurdo), na verdade queria ver a cara dele ao ver uma menina fazendo, mas não achei a Isis (de maceió) no momento. Que pena!
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| Gabriel aprendendo o movimento |
Depois de me divertir nas barras tentar aprender o movimennto nas barras e ainda não satisfeito, me chamou pra tentar mais um pouco a subida no paredão. Ainda alertei: Deixa pra outro dia, voce já está cansado e com o corpo “frio”. No mesmo momento ele começou a aquecer dizendo: Vou continuar tentando! O que me deixou até um pouco impressionado por sua teimosia perseverança. Então tá, já que ele quer, vamos lá. Nas tentativas anteriores até que ele chegou perto e assim foi nas outras tentativas, sempre chegando perto e nada de conseguir. Falei da roubadinha “manha” de colocar o pé pedra pra dar mais impulsão. Comecei a conversar com uma galera e deixei ele lá tentando, e do nada ele estava me chamando lá de cima, na verdade não sei se ele conseguiu ou escalou, algumas
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| Enfim conseguiu |
pessoas disseram que ele conseguiu. Falei pra ele: Eu não vi então não valeu, se você conseguiu então faz denovo! E na 3º tentativa ele conseguiu, fiquei com raiva porque ele conseguia e eu não feliz por ele, mas já era noite e estava na hora de ir pra outra praça.
Ao me despedir dele, avisei sobre as dores musculares do pós-treino e alertei que não seria nada demais, que se doesse muito que tomasse um Dorflex e um gel também ajudaria. Ainda assim, percebi que ele não levou muito a sério o aviso. Ainda conversando sobre a experiência do dia, perguntei o que ele achou. Me contou que gostou muito, que também gostou da galera, que foi bem tratado e sentiu um clima legal entre os praticantes. Ficou impressionado também com o que a galera conseguia fazer. No dia seguinte ao encontrar com ele, estava reclamando das dores musculares, principalmente nas coxas 



Muito bacana essa experiência, pena que só vi no início quando você tava passando uns vaults a ele. Espero que ele apareça nos treinos.
ResponderExcluirAbs!
Cara curti pakas msm! Sábado 'tô lá! Eu diria que o mais interessante é o auto-desafio, motivação e superação! LOR-DÊ-LLO!!
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