domingo, 18 de setembro de 2011

5º Encontro Baiano de Parkour, parte 3:


 Que galera é essa?

Antes do EBAPK começar, fico sempre na expectativa de treinar muito, ansioso pra reencontrar uma galera que mora em locais distantes e conhecer pessoas novas. Acho essa oportunidade de interação com outros praticantes interessantíssima, pois além de trocar experiências o que é mais interessante e engraçado, é conhecer pessoalmente as pessoas que só conhecemos nas redes sociais e/ou vídeos. No 1º dia do encontro quando cheguei na pista de skate, vi uma mulher com uma mala grande e um sotaque paulista, então pensei: Nossa, veio gente até do de outro estado! Continuei a treinar e conversar com a galera até que algué me chamou: Ô Lordêllo!!! Então a tal mulher de outro estado e com  sotaque paulista olha pra mim e pergunta com cara de espanto: Você é o Lordêllo? Achei estranho e também com cara de espanto respondo: Sim, sou eu. Não levei o papo adiante por que até pensei que tinha feito alguma coisa, mas ainda não sabia o que era. Continuei a conversar com os amigos até que alguém fala: Ô Audrey!!! Ai agora era minha vez e com cara de espanto e já abrindo um sorriso pergunto: Voce é a Audrey? E nesse momento, caimos na gargalhada e nos falamos com uma imensa alegia e satisfação. Parece até idiotisse besteira esse acontecimento, mas só quem passa por isso parece saber o quanto isso é engraçado e ao mesmo tempo embaraçoso. A internet encurtou a
Audrey, Bruna, Kinés e Bruno
distância entre as pessoas e fez com que todos interagissem de acordo com seus interesses, mas pessoalmente, acho loucura muito estranho e pelo menos ainda não consigo me acostumar com a idéia de não conhecer alguém ao vivo. Porém, no EBAPK isso não aconteceu comigo uma só vez, o mesmo aconteceu ao conhecer pessoalmente: Thiago Kinés, P.C., Alana e Tacianni (só lembro deles(as) no momento). Como se já não bastasse a estranha sensação de ver a pessoa, também sou tomado por uma sensação de contentamento, não consigo explicar o motivo. Será que isso é só comigo? 

A alegria de reencontrar os amigos depois de tanto tempo e conhecer novos também é muito forte, foi muito bom ver a galera de: Floresta Azul, Maceió, Aracajú, Camaçari, São Paulo, Rio de Janeiro, Itabuna, Cratus... e até mesmo daqui de Salvador. O que me chamou muito a atenção em treinar junto com todas essas pessoas, foi ver como eles utilizam os picos que são muito conhecidos pelos soteropilitanos. Nós aqui treinamos muito nos picos os quais aconteceram os treinos, mas percebi que as pessoas que nunca treinaram naqueles lugares, sempre trazem novas formas de utilização dos espaços, novas possibilidades de Valts, Precisões, Cat/leeps, Passadas, monkeys...; no mesmo momento isso me remeteu ao que escrevi na monografia, na parte em que elaborei um conceito sobre Parkour: “Parkour é uma manifestação da cultura corporal, que tem como objetivo as várias possibilidades de movimentação ou percursos através de técnicas próprias para superação de obstáculos em meio urbano e/ou natureza – natureza humanizada ou não - que a realidade objetiva apresenta.” Parece que mesmo sem perceber, as possibilidades que os espaços nos favorecem são inacabáveis, quando treinamos muito em um lugar, chegamos até a enjoar e de certa forma, não chegamos nem ao máximo de potencial que eles podem nos oferecer. Quando enjoar de treinar em algum lugar, vou me lembrar dessa postagem e abrir os olhos quanto as possibilidades que minha cabeça oca não deixou ver não explorei ainda.

Quando reencontramos as pessoas depois de tanto tempo, é quase que impossível não perceber o quanto elas evoluiram “o seu Parkour”, o Flow, a sua Precisão, suas Passadas, sua técnica de forma mais específica. Em alguns casos, fiquei sinceramente espantado com o nível técnico com que chegou aquele filho da peste aquela determinada pessoa (não vou citar nomes pra não levantar demais seus egos), chego até a pensar que não fazem mais nada da vida a não ser treinar. Se bem que algumas pessoas daqui de Salvador também me surpreenderam nesse encontro. Será que a empolgação foi um fator que influenciou positivamente nessa evolução? Minha opinião é que sim, porque até mesmo eu senti que a empolgação me favoreceu a tomar vergonha e perder o medo esperimentar coisas que não tinha coragem pra fazer antes. Sem sombra de dúvidas, depois do encontro me senti muito mais motivado a treinar e tentar coisas novas. 

Dioney, Audrey, Ana, Alana e dois malucos lá atrás.
O que mais foi prazeroso além de claro treinar com todos, foi a convivência que tive com a galera no alojamento. Cada maluco e maluca figura que cada vez que lembro começo a rir sozinho. Como esquecer de pessoas como Alana e suas massagens (que aliás fez massagem em quase todas as pessoas do alojamento, tadinha!); das resenhas com Bruna do Rio (ligada nos 220 volts), Audrey (muito agradável), Kinés (gente boa) e Dioney (o mais figura de todos, pertubava todo mundo); de Vitinho e Cabrine, rindo um da cara do outro; Ktsu (Ôkami Clan) ; Bruninho e os laticínios VIGOR cedidos por seu pai e que cinceramente salvaram o bolso de muita gente inclusive o meu; quase esquecia de Gustavo Ivo, que ficou de explicar quem era a tal das metas, dos paradigmas e porque estam em conflito (só depois explico isso) e tantos outros que fizeram do alojamento um lugar tão prazeroso. Isso tudo concerteza, faz com que a cada encontro que se passa, fiquem as lembranças, as saudades e um gostinho de quero mais.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

5º Encontro Baiano de Parkour, parte 2:


Meu primo Gabriel, a vítima o novato
  
No dia 10 a tarde, marquei com meu primo Gabriel pra vivenciar um pouco do Parkour e concerteza vale a pena relembrar como foi essa interessante “primeira aproximação”. Chegando lá no Parque Costa Azul, começamos com um alongamento e um aquecimento e enquanto o começamos a preparar o corpo para as atividades, fomos conversando um pouco mais obre o Parkour (história, principios, os praticantes...). Antes de encontrar com ele, já tinha montado o plano de acabar com a raça dele “plano de aula”; conhecendo ele antes (seu condicionamento físico e o conhecimento que tem do Parkour) e o local, já sabia mais ou menos como proceder. Depois do corpo devidamente preparado, começamos a experimentar uns Valts, lembrando pra que usasse as mãos e a  atenção pra amortecer usando as articulações das pernas (joelhos e tornozelos). Depois que ele internalizou o que passei, partimos para as Precisões, apesar dele ter uma boa impulsão, pareceu estar mais preocupado com chegar ao outro lado, impulsionando o corpo pra frente, do que subir e chegar com mais precisão e segurança ao outro lado, mas depois de várias tentativas foi entendendo mais ou menos como fazer, claro que só com o decorrer do tempo e da prática é que vai fazer a Precisão com mais qualidade.
Depois de tanto “pular”, paramos um pouquinho pra retomar o fôlego e tomar uma água. Em seguida, partimos pra um tutorial de Cat e Climb, claro que ele rapidamente entendeu e conseguiu executar o movimento, porém, não com muita técnica e sim usando muito mais a força. O que fez com que sentisse muito mais cansaço do que o normal. Escolhi o anfiteatro pra realizar o movimento e lá estava uma galera subindo uma parede, o que normalmente chama muita atenção das pessoas, e com ele não poderia ser diferente, então lembrei que ele tem boa impulsão e já sabia climbar, por isso me perguntei: Por que não ensinar a ele isso também? Comecei a explicar como executar o movimento, enquanto isso, a galera continuava a subir a parede cada vez mais rápido e com mais facilidade, o que aumentava ainda mais a expectativa da realização do movimento por parte dele, que já não conseguia mais segurar a ansiedade. Depois de explicar e testar chega a hora de executar, 1º tentaiva e quase (sinseramnte não conseguiu porque não quis) ; 2º tentaiva e olha só, conseguiu fazer o Cat mas desceu porque bateu o joelho na parede (e olha que doeu, ouvi a zuada de longe, kkkkk...); 3º tentativa e enfim realizou o movimento por completo, a cara de alegria em ter conseguido foi nítida; 4º tentativa e mais uma vez realizou o movimento, então de longe o segurança do parque pediu que ele não subisse e além disso, percebi que dessa vez a cara de alegria dava lugar a cara de “sou foda”. É, realmente aqui já deu, vamos pra outro lugar. Falei.
Galera tentando subir o paredão
Pausa rápida para água e no caminho, uma galerinha tentando subir um paredão de mais ou menos 5 metros, ele logo se propoz a tentar. Mais explicações de como executar (também falei que de todo o tempo que pratico Parkour, só consegui subir 2 vezes com muita dificuldade e depois nunca mais consegui) e lá vai ele, só que dessa vez não foi tão fácil assim, depois de várias tentativas (várias mesmo) percebi a cara de cansaço e chamei pra subir um pouco. Lá em cima treinamos mais uns Valts e uma Precisão que exigisse um pouco mais de técnica. Também conversamos muito com outros praticantes, fazendo que ele se sentisse bem em conhecer outras pessoas e trocassem experiências, mostrei nesse momento a quantidade de pessoas que participavam do EBAPK, principalmente as pessoas de outros estados do Brasil. Ao ver outra parede, perguntou se podia tentar subir e na hora disse: Vai lá, tenta que você consegue! Ele consegue, mas quando desce, me diz que cortou a mão no azulejo, nesse momento fiquei preocupado, quando olhei direito vi que era só superficial mesmo. Depois de mais uma pausa pra água, chamei ele pra experimentar um pouco das barras. Não poderia demonstrar por causa do calo aberto na mão esquerda (aliás, único movimento que não conseguia fazer), ainda bem que tinha uma galera lá pra eu explorar me ajudar a demosntrar. Sinceramente foi muito engraçado ver meu primo tentando executar o movimento e não consegui, mais engraçado ainda, foi ver a cara dele ao ver uma pessoa aparentemente mais fraca fazer o movimento com tanta facilidade. Ainda assim aquele sacana conseguiu fazer o movimento umas 3 vezes (não o movimento correto, mas o fez pedalando e com um esforço absurdo), na verdade queria ver a cara dele ao ver uma menina fazendo, mas não achei a Isis (de maceió) no momento. Que pena!
Gabriel aprendendo o movimento
Depois de me divertir nas barras tentar aprender o movimennto nas barras e ainda não satisfeito, me chamou pra tentar mais um pouco a subida no paredão. Ainda alertei: Deixa pra outro dia, voce já está cansado e com o corpo “frio”. No mesmo momento ele começou a aquecer dizendo: Vou continuar tentando! O que me deixou até um pouco impressionado por sua teimosia perseverança. Então tá, já que ele quer, vamos lá. Nas tentativas anteriores até que ele chegou perto e assim foi nas outras tentativas, sempre chegando perto e nada de conseguir. Falei da roubadinha “manha” de colocar o pé pedra pra dar mais impulsão. Comecei a conversar com uma galera e deixei ele lá tentando, e do nada ele estava me chamando lá de cima, na verdade não sei se ele conseguiu ou escalou, algumas
Enfim conseguiu
pessoas disseram que ele conseguiu. Falei pra ele: Eu não vi então não valeu, se você conseguiu então faz denovo! E na 3º tentativa ele conseguiu, fiquei com raiva porque ele conseguia e eu não feliz por ele, mas já era noite e estava na hora de ir pra outra praça.
Ao me despedir dele, avisei sobre as dores musculares do pós-treino e alertei que não seria nada demais, que se doesse muito que tomasse um Dorflex e um gel também ajudaria. Ainda assim, percebi que ele não levou muito a sério o aviso. Ainda conversando sobre a experiência do dia, perguntei o que ele achou. Me contou que gostou muito, que também gostou da galera, que foi bem tratado e sentiu um clima legal entre os praticantes. Ficou impressionado também com o que a galera conseguia fazer. No dia seguinte ao encontrar com ele, estava reclamando das dores musculares, principalmente nas coxas viu sacana eu avisei, mas que mesmo assim iria lá treinar denovo, fiquei com uma sensação de que ele entendeu realmente o que é praticar Parkour.

5º Encontro Baiano de Parkour, parte 1:


O começo...

As postagens que se seguirão a partir daqui, serão postagens relacionadas com o 5º EBAPK – Encontro Baiano de Parkour – que aconteceu na cidade de Salvador. Pra não ficar muito cansativo, estarei postando por partes e acho que não passará de 4 partes. Então, boa leitura e espero que gostem.
Nos dias 9, 10 e 11 de setembro de 2011, a cidade de Salvador foi mais uma vez sede do EBAPK (Encontro Baiano de Parkour, chegando dessa vez a sua 5º edição), mas o que teve de diferente nesse encontro? Por que esse encontro é tão tradicional? Por que novamente em Salvador/BA? São por essas e outras perguntas que partirá a minha linha de pensamento e que me motivaram a escrever esta postagem.
Esse encontro não teve nada de diferente dos outros (minha opinião), mas um evento que chegou a sua 5º edição não poderia ser um encontro qualquer. Fico pensando então o que fez dele um encontro tão prazeroso; acredito que são muitos os motivos e acho que sei quais são eles. Um dos motivos concerteza, é pela grande quatidade de picos e muito interessantes para a prática do Parkour e olha que não passamos nem pela metade do que a cidade tem a oferecer, pelo que me recordo os picos que passamos respectivamente foram:
Na sexta-feira O Parque da Cidade, este foi o ponto de encontro  e onde se encontra um labirinto muito bom pra treinar precisões, monkey/cat, um castelinho muito bom pra Cat/leep e barras muito bem conservadas, talvez esse seja o motivo o qual me empolguei e onde abri o calo da mão esquerda;  A Pista de Skate, muito bom pra treinar valts, percursos e o que mais sua imaginação permitir, neste pico permanecemos até a ida para o alojamento (o Colégio Central).

Parque Costa Azul
No sábado, foi um treino livre pela manhã, permitindo as pessoas que circulassem por alguns picos pela cidade, preferi descansar e mais tarde ir resolver alguns contra-tempos referidos ao trabalho; A tarde partimos para o Parque Costa Azul, o pico mais tradicional da cidade e onde particularmente considero o mais “completo”, pela enorme variedade de possibilidades de treinos que o espaço oferece, de lá partimos para um lache e nos encontramos todos em outro pico; o outro pico foi o Bahia Gás, uma praça a qual
Pista de skate
surge como uma opção depois de treinarmos no Parque Costa Azul, por causa da proximidade entre elas mas não só por isso, pois essa praça tem possibilidades muito legais para treino; mais tarde partimos mais uma vez pra Pista de Skate, onde já falei sobre ela anteriormente.
No domingo pela manhã, partimos para a Praça da Soledade, apesar de ser uma praça mal conservada, esquecida pelas autoridades e por isso ponto de dormitório para mendigos e usuários de drogas, ela é muito interessante pra treinar, fazendo com que sua imaginação tome asas (pra quem tem, claro); voltamos rápido pra o alojamento almoçar, antes de sairmos (de mala e cuia) fizemos um treino muito legal no Colégio Central, de passadas e precisões (em uma das várias tentativas pra acertar o movimento, acabei machucando o dedão direito) e a tarde fomos pra Praça do Imbuí, uma praça nova e bem conservada, que traz umas caixas com arbustos que fazem a imaginação ir longe, boa pra treinar passadas e precisões das mais variadas formas, e além disso outras coisas mais. No fim da tarde me despedi da galera, pra encontrar com meu primo Gabriel (o qual falarei em outra postagem) e arrumar as malas pra mais um compromisso acadêmico.

sábado, 20 de agosto de 2011

Até que enfim...

Eu e meu Blog, um lugar pra tornar publica minhas idéias e devaneios, erros e acertos, tudo e nada. A muito tempo tenho isso como um projeto a tocar pra frente, mas as atribulações da vida não me permitiam, tais como: a falta de internet, falta de tempo e a preguiça, enfim o famoso: "depois eu faço". Mas agora, até que enfim tomei vergonha e além de criar já estou postando algo aqui pra ir criando o hábito de escrever; é meus amigos, este hábito tão nobre que nos é negado por essa sociedade que exerce sem percebermos forças onde nos priva de pensar, agir, escrever..., de sermos verdadeiramente livres. E com um pouco de tudo e muito de nada, vou terminando de escrever, pra quem sabe um dia tornar esse hábito tão nobre em um hábito corriqueiro e prazeroso. Esse é o começo!!!

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